Dia Mundial da Água destaca desigualdades de acesso e impacto sobre mulheres e meninas

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Dia Mundial da Água destaca desigualdades de acesso e impacto sobre mulheres e meninas

O Dia Mundial da Água é celebrado neste domingo, 22 de março. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data busca ampliar a conscientização sobre a importância da preservação dos recursos hídricos e o acesso universal à água. A pauta está diretamente relacionada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 da Agenda 2030, que prevê assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e do saneamento para todos.

Nesse contexto, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca que o avanço do saneamento básico nos Municípios brasileiros é essencial para promover saúde pública, qualidade de vida e equidade social. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), referentes a 2024, 15,9% da população ainda não têm acesso ao abastecimento de água. Os maiores déficits concentram-se nas áreas rurais e nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices de atendimento alcançam 62,8% e 73,7% da população, respectivamente.

Os desafios tendem a se intensificar nos próximos anos. De acordo com o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, até 2030 o planeta poderá enfrentar um déficit de até 40% na disponibilidade de água, caso não haja avanços significativos na gestão desse recurso. O cenário reforça a urgência de ampliar investimentos em saneamento e fortalecer os serviços de abastecimento, especialmente nos territórios mais vulneráveis.

Água e gênero

Neste ano, a ONU propõe o tema “Água e Gênero”, destacando que a falta de acesso à água potável e ao saneamento afeta de forma mais intensa mulheres e meninas, que ainda assumem, em muitos contextos, responsabilidades ligadas ao cuidado com a água no ambiente doméstico. A ausência de infraestrutura adequada também impacta diretamente a higiene pessoal, a saúde e a dignidade desse público.

Para a CNM, esse debate também passa pela ampliação da presença feminina nos espaços de decisão. Atualmente, 727 mulheres foram eleitas para o Executivo municipal, o equivalente a cerca de 13% dos Municípios brasileiros – o maior número de prefeitas já registrado no país.

À frente da formulação de políticas públicas locais, as gestoras municipais ocupam posição estratégica na proteção dos mananciais, no fortalecimento do saneamento básico e na ampliação do acesso à água potável. Nesse sentido, ampliar a participação feminina na gestão pública contribui para respostas mais inclusivas e sensíveis às desigualdades que ainda marcam o acesso à água e ao saneamento no Brasil.

Fonte: CNM