Encontro Mulheres que Movem as Águas traz debates sobre equidade de gênero e a importância da participação das mulheres nos recursos hídricos

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2º Encontro Mulheres que Movem as Águas foi realizado na tarde desta quinta-feira, 12 de março, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e com a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (ADASA).

O evento aconteceu no Auditório Flávio Terra Barth, na sede da ANA, em Brasília, e foi destinado a todos(as), em especial às servidoras e colaboradoras da autarquia, servidoras do Ministério das Mulheres e dos órgãos gestores estaduais de recursos hídricos.

O evento teve como objetivo promover um diálogo sobre os desafios e oportunidades para fortalecer a equidade de gênero na gestão dos recursos hídricos e compartilhar experiências, evidências e estratégias que ampliem a participação e o protagonismo das mulheres na governança das águas do Brasil.   

A programação começou com a mesa de abertura que contou com a presença da diretora-presidente interina da Agência, Ana Carolina Argolo, que abordou a importância do trabalho das mulheres na ANA. 

“Quero falar com carinho sobre as mulheres que movem as águas e movem as águas em muitos sentidos. Movem as águas no trabalho diário, movem as águas nas ideias, movem as águas nas transformações e movem também as águas na esperança de um país melhor. Na ANA, nós sabemos bem o que isso significa. Sabemos porque vemos todos os dias mulheres que estudam, analisam, regulam, planejam, articulam, lideram e que, com competência e compromisso público, ajudam a construir respostas para desafios complexos e desafios essenciais ao nosso país”, analisou Argolo. 

diretora da ANA Cristiane Battiston, que também discursou na abertura, pontuou a escolha da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema Água e Gênero para o Dia Mundial da Água de 2026.

“Não é à toa que a ONU está fazendo este ano um ano dedicado à água e gênero. Todos sofrem com a ausência do saneamento, com a ausência do acesso a água, com a ausência da segurança hídrica, mas as mulheres sofrem mais”, afirmou Cristiane. 

A diretora da Agência Larissa Rêgo também participou da mesa de abertura e apresentou dados e a importância do 2º Encontro.

“Nós estamos falando que 22% da população mundial não tem acesso a água potável em suas casas. São dois terços dos domicílios em que as mulheres são as principais responsáveis por buscar água. Um quarto da população mundial de mulheres não tem acesso a serviços de água potável de forma segura. Também trago aqui uma informação muito importante: mulheres e meninas se dedicam três vezes mais do que homens e meninos nas atividades como coleta de água para suprimento do lar”, disse a dirigente. 

A assessora de Participação Social e Diversidade do MIDR, Simone Noronha, discursou sobre a desigualdade entre homens e mulheres e o quanto a falta d’água impacta nessa desigualdade. 

“No Brasil, as mulheres já dedicam, em média, quase o dobro de horas semanais ao trabalho doméstico e de cuidado do que os homens. Quando o acesso à água é precário, essa desigualdade aumenta ainda mais. A crise da água é também uma crise de tempo, oportunidades e autonomia para as mulheres. Sem água próxima e segura, as meninas faltam mais na escola, as mulheres têm menos tempo para estudar ou trabalhar, aumenta a sobrecarga física e emocional e se ampliam as desigualdades sociais. Por isso, garantir o acesso à água é também uma política de igualdade de gênero”, abordou Noronha.

A superintendente adjunta de Apoio ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e às Agências Infranacionais de Saneamento e coordenadora do Comitê Pró-Equidade de Gênero (CPEG) da ANA, Renata Maranhão, falou sobre a importância do evento e dos frutos que o 1º Encontro apresentou.

“Tudo isso é fundamental para que a gente avance como precisamos nesse cenário de mudanças climáticas, nesse cenário de desigualdade, nesse cenário em que a gente precisa avançar cada vez mais na inclusão. Então, gênero é um pedacinho de uma questão que precisa ser tratada de uma perspectiva mais ampla, trabalhando com a inclusão de uma forma mais integrada”, pontuou Renata. 

Estavam presentes também na mesa de abertura o diretor-presidente da ADASA, Raimundo Ribeiro; e o presidente da Associação Brasileira de Agências Reguladoras (ABAR), Vinicius Benevides. 

Após a mesa de abertura, a programação seguiu com uma roda de conversa com o tema Mulheres que Movem as Águas, a qual contou com as participações da diretora Cristiane Battiston; da superintendente adjunta Renata Maranhão; e da vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), Conceição Alves.  

Também estavam presentes a coordenadora do ProfÁgua da Universidade Federal da Bahia, Yvonilde Medeiros; a representante do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba Regina Fittipaldi; e a coordenadora do ProfÁgua da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Cristiane Kreutz, que participou de forma on-line. Todo o encontro teve transmissão ao vivo pelo canal da ANA no YouTube. 

Após a roda de conversa e um debate sobre a temática, o evento encerrou com um coffee- break e a participação da BandANA, grupo musical formado por servidores da Agência. 

Fonte: gov.br